Tecnologias em Educação

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

"A familia em rede" - Reflexão - 3º Capitulo

Mais uma vez, é válido que estamos perante uma leitura amigável…que nos transmite ideias fortes mas de forma simples e sem ser forçada.
A primeira ideia forte que encontro neste capítulo é a referência a dois tipos de aprendizagens. A aprendizagem do tipo familiar e a aprendizagem do tipo escolar. De facto, se pensarmos bem sobre o assunto, a aprendizagem do tipo familiar, que não tem necessariamente a ver com uma aprendizagem feita através de um familiar, é feita através da experiencia pessoal, e é dessa forma que mais nos interessamos pela aprendizagem, através do desafio que ela representa. Quanto tempo é que demorámos a aprender ou a fixar, para alguns, na escola que dois mais dois são quatro? E quanto tempo demorámos a perceber com a ajuda de tentativas, que carregando no numero dois de um comando da televisão dava um canal completamente diferente do que se carregássemos no numero quatro? Sei que parece um exemplo descabido…mas transmite a ideia do autor acerca destas duas aprendizagens.
Penso que posso relacionar o tipo de aprendizagem familiar com o construtivismo, em que o aluno auto dirige a aprendizagem, em que o papel do professor é criar condições para que o aluno possa compreender e aprender algo novo, e não fornecer conhecimentos, que no dia-a-dia o aluno já os consolidou.
O autor refere também a existência do bom e mau software, onde aborda as características de um mau software e as vantagens de um software “faça você mesmo”. Neste contexto Papert põe uma questão:
“Será a criança a comandar a máquina, ou a máquina a comandar a criança?”
Na maior parte das vezes, e principalmente com o tipo de mercado que existe, com publicidade enganosa, podemos concluir que a máquina comanda a criança, como se esta fosse uma máquina de respostas, em vez do contrario…ou seja, trata-se da mesma coisa que estar numa sala de aula a repetir vezes sem conta a tabuada. Deveria ser a criança a comandar, praticando a arte de pensar, da dedução, experimentando as dificuldades, chegando assim, á aprendizagem.

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