Antes de iniciar a minha reflexão das aprendizagens desta semana, deixem-me fazer-vos uma breve, muito breve introdução ao Home Schooling.
Trata-se da instrução de crianças em casa, por parte, principalmente, dos pais ou tutores dessas mesmas crianças. É uma opção para os pais que desejam fornecer às suas crianças um ambiente de aprendizagem diferente, e talvez, na sua perspectiva, mais saudável do que o que existe nas escolas públicas. É também uma alternativa para as famílias que são incapazes, por razões práticas ou razões pessoais, de se comprometerem com os regulamentos de uma escola pública.
Esta semana, na aula teórica de Tecnologias Educativas II, focámo-nos na seguinte questão:
"Será que as novas tecnologias modificam o modo como os professores estão habituados a ensinar e os alunos a aprender?"
Podem existir três respostas distintas a esta pergunta:
- Optimista, em que é considerado que as novas tecnologias vão mudar tudo para melhor, permitindo a descentralização, e em que em qualquer lugar é possível obter qualquer informação;
-Pessimista, em que as novas tecnologias são vistas como um problema, desvalorizando o papel dos professores;
-Realista, onde são identificadas as vantagens e as desvantagens.
Para este efeito foram realizados vários estudos, incluindo o estudo Pelgrum, sobre o uso das tecnologias na Educação e os principais obstáculos á sua utilização.
Nestes estudos verificaram que o acrescento de tecnologias no ensino não trazia nada de positivo, chegando assim á conclusão que se o ensino tradicional não fosse alterado, as tecnologias não iriam alterar nada, sendo o ponto de partida, a integração criativa das novas tecnologias no ensino.
Ao pesquisar na Internet sobre a inovação das práticas pedagógicas encontrei um artigo sobre as 10 novas competências a ensinar, por Perrenoud, e achei que era uma forma bastante interessante de referir estas inovações. As 10 novas competências por Perrenoud são as seguintes:
1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
2. Administrar a progressão das aprendizagens;
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação;
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
5. Trabalhar em equipa;
6. Participar da administração da escola;
7. Informar e envolver os pais;
8. Utilizar novas tecnologias;
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;
10. Administrar a sua própria formação contínua.
Voltando atrás, julgo que estas práticas acabam por induzir aquilo que deve mudar no ensino para que as novas tecnologias tenham impacto sobre o mesmo, e para que esse impacto seja positivo.
Um dos outros estudos que a professora nos falou explicava que por norma, os rapazes tem uma atitude mais positiva em relação aos computadores do que as raparigas, tendo em conta também, que a maioria dos softwares existentes apelam muito mais para o imaginário masculino do que o feminino.
Penso que posso afirmar que apesar da rápida evolução das novas tecnologias no nosso dia-a-dia, elas ainda tem um extenso caminho a percorrer no ensino, pelo menos enquanto não se alterarem algumas das práticas educativas.
Deste modo, posso afirmar que, como Papert, tenho uma atitude realista em relação às novas tecnologias. Julgo que, podemos fazer uma infinidade de coisas que nos ajudam e nos facilitam a vida, visto termos acesso a imensas informações.
Por outro lado, essas imensas informações, se não forem devidamente equilibradas podem ter um efeito negativo naquilo que procuramos.
Obrigada
Tecnologias em Educação
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Parabéns pelo Blog Jacqueline!
Boas reflexões, diversidade de conteúdo.
Sugiro apenas que sintetizes os teus posts ou organizes a informação em dois ou três posts para facilitar a sua leitura e a organização geral do blog.
Joana
Postar um comentário